quarta-feira, 29 de outubro de 2008

CDHU procura novo apartamento para família de Eloá

Por causa do trauma vivido com o seqüestro que durou mais de 100 horas, entre os dias 13 e 17 deste mês, a família da jovem Eloá Cristina Pimentel quer mudar de apartamento. Foi no imóvel 24 do bloco 24 de um conjunto habitacional na periferia de Santo André, no ABC, que Lindemberg Alves, 22, manteve a ex-namorada Eloá refém na própria casa dela. A Secretaria estadual de Habitação de São Paulo afirmou que oferecerá um outro apartamento.
No local, no bairro Jardim Santo André, os imóveis são da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). De acordo com a assessoria de imprensa do CDHU, o pedido partiu de Ana Cristina Pimentel, 42, mãe de Eloá, a adolescente de 15 anos morta com um tiro na cabeça ao fim do seqüestro. Ainda de acordo com a assessoria do CDHU, esse tipo de pedido não é aceito, mas o órgão decidiu abrir uma exceção. A preferência de Ana Cristina é por continuar morando em Santo André e os funcionários da Secretaria de Habitação procuram agora imóveis vazios para oferecer naquela região. A família de Eloá paga há dez anos as prestações do apartamento 24. O financiamento neste tipo de programa vale por 25 anos. Se conseguir casa nova, Ana Cristina continuará pagando o restante das parcelas normalmente. No CDHU de Jardim Santo André, os imóveis têm dois quartos, sala, cozinha, um banheiro e área de serviço. Procurada, Ana Cristina não foi encontrada para comentar o caso.

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