Depois de ter ouvido o depoimento dos pais da estudante Maísla Mariano Moura dos Santos - de 11 anos que encontrada esquartejada em Igapó semana passada -, a delegada Adriana Shirley, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), acredita que o motivo do crime bárbaro possa ter sido vingança. Isso porque, em seu depoimento, a mãe da garota, a dona de casa Marisa Mariano de Moura, revelou ter ficado contra que o acusado, Osvaldo Pereira de Aguiar, assumisse um cargo na igreja que frequentavam. Por isso, ele a teria ameaçado.O pai, Nerivan Pereira dos Santos, e a mãe da menina prestaram depoimentos na terça-feira passada à delegada. Adriana Shirley conta que, de acordo com as declarações de Marisa Mariano, há alguns anos a dona de casa e outros membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia se opuseram, junto ao pastor deles, que Osvaldo Pereira assumisse o cargo de diácono e líder do grupo de jovens chamado "Clube dos Desbravadores", ao qual estava concorrendo."Essas pessoas disseram ao pastor que ele (Osvaldo) não podia assumir qualquer cargo na igreja por ter o comportamento de se envolver com garotas adolescentes". A delegada diz que, ainda segundo o depoimento da mãe de Maísla dos Santos, o acusado teria ameaçado se vingar por ter sido expulso da igreja após essas denúncias. "Ele a ameaçou inclusive na presença de outros membros da congregação. Ele atribuía a expulsão da igreja à Marisa". A partir dessas declarações, Adriana Shirley acredita que "pode ter sido essa a motivação para o crime".A delegada conta também que na tarde da terça fez novamente uma busca na casa onde morava o acusado, à procura da provável arma do crime. "Ainda não encontramos o objeto. Obviamente ele se desfez da arma depois da primeira vez que foi preso. Pedimos que, caso alguém tenha encontrado, que acione a polícia para que seja feita a perícia no local".
NEGATIVA-Em depoimento que durou cerca de seis horas e terminou por volta das 21h de ontem, o suspeito negou ser autor do crime. De acordo com o advogado de defesa Araken Barbosa, Osvaldo manteve a versão que apresentou desde o início, negando que tivesse matado e esquartejado a menina e argumentando que estava trabalhando no momento do crime. Adriana Shirley não repassou mais detalhes sobre o depoimento e afirmou que qualquer esclarecimento só será informado na manhã de hoje.


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