domingo, 28 de junho de 2009

Aqui tem cachaça, sim senhor!

"Serra de Samanaú, os andes da minha infância, me encanta seus segredos, sonho feliz de criança, seus mistérios tem traços, das pegadas de meus passos, marcas da minha andança". O poema está impresso nos rótulos da cachaça Samanaú, considerada a mais vendida em todo o Rio Grande do Norte. Ao todo, o estado possui 12 alambiques e produz 1 milhão de litros de cachaça artesanal por ano. A lista de cachaças artesanais produzidas no estado inclui as marcas Maria Boa, Mucambo e Jardim - todas em Goianhinha (a 54 km de Natal) .
Além delas, Berckmans, Extrema, Gota Serena/Gabi Crav&Canela, Serra Pelada, Papary, Absoluta e Beira Rio integram o grupo de cachaças potiguares produzidas de forma artesanal e vendidas em todo o país. A gestora do Programa de Cachaça do Sebrae/RN, Honorina Eugenia Medeiros, assegura que a qualidade da cachaça de alambique potiguar supera até a das aguardentes mineiras, famosas em todo o Brasil. "As cachaças potiguares tem boa aceitação em todo o país", confirma Honorina.Este é o caso da Samanaú, apontada como a terceira melhor cachaça brasileira. A Samanaú começou a ser produzida em Caicó em 2004. O dono do alambique e autor do poema do rótulo, Vivaldo Dadá Costa, atribui a aceitação de sua cachaça à qualidade e origem seridoense da aguardente. Depois de pesquisas no mercado nacional e de sessões de degustação, a Samanaú lançou a cachaça artesanal envelhecida durante três anos em barris de carvalho. "Nosso grande sonho é exportar nossa cachaça para os quatro cantos do mundo", revela. Dadá abriu mão de uma carreira de 26 anos como político no Seridó para se dedicar à produção de cachaça de alambique. Hoje, a Samanaú tem potencial para produzir até 300 mil litros por ano.
Antes de lançar uma marca de cachaça artesanal é necessário fazer pesquisas no mercado. Para Antônio Eriberto Rego, dono da distribuidora de cachaças artesanais Coração de Alambique e produtor das cachaças Gota Serena e Gabi Crav&Canela, esse mercado é novo no estado. Eribertoafirma que o Rio Grande do Norte ainda não tem tradição na produção e no consumo da cachaça de alambique, mas que o mercado local está crescendo. A Gabi Crav&Canela e a Gota Serena são comercializadas em todas as regiões do Brasil. "Tudo que a gente produz, vende. O potiguar está percebendo que a cachaça artesanal tem mais qualidade que a industrial", afirma o dono da distribuidora.O Sebrae/RN, através do Programa de Cachaça, articula os produtores potiguares para divulgar as marcas potiguares, melhorar a qualidade da cachaça artesanal e alavancar a exportação para outros países.
O potiguar está percebendo que a cachaça artesanal tem mais qualidade que a industrial" Antonio Eriberto - empresário
FONTE:DIÁRIO DE NATAL

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