O Rio Grande do Norte será um Estado modelo no cultivo de oleaginosas para a produção de biocombustível no Nordeste e também para o restante do país. Um projeto-piloto começa a funcionar a partir de 2009 nas regiões Oeste e Alto Oeste. O trabalho vai estruturar a cadeia produtiva e gerar renda para pequenos agricultores familiares. Os investimentos serão da ordem de 3 milhões de dólares por parte dos governos local e japonês. O protocolo que dá início oficialmente ao projeto foi assinado ontem pela governadora Wilma de Faria e pelo consultor da JICA e coordenador da Missão Japonesa, Naride Nagayo. O projeto em desenvolvimento no Rio Grande do Norte é o único do gênero no mundo apoiado pelo Japão.O projeto será realizado por meio de uma parceria do Governo do Estado com o Japão, por meio da Agência de Cooperação Internacional (JICA) Japonesa. Além de recursos financeiros, os japoneses oferecerão cursos de capacitação no exterior e fornecerão técnicos para acompanhar os trabalhos no Rio Grande do Norte. A infra-estrutura para a realização da produção será garantida por órgãos estaduais como a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), a Emater e a Emparn e as universidades UERN e Ufersa. A proposta foi apresentada aos japoneses em 2007 pela Secretaria Estadual de Planejamento por meio do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, e vai contribuir para a política nacional de produção do biocombustível. O projeto tem duração prevista de 48 meses, sendo implementado gradualmente a partir de 2009 até 2013. No primeiro ano, serão feitos estudos ambientais, avaliação das melhores oleaginosas, escolha e organização dos produtores e capacitação dos técnicos da Emater. Em 2010, acontecerá o plantio das primeiras áreas e criação da unidade de beneficiamento. Nos dois anos seguintes, o projeto segue com estudos de venda e de aproveitamento dos subprodutos e consolidação do modelo para que o governo estadual possa ampliar a produção para outras regiões potiguares.


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